A Hora da Escrita

Andei pensando que chegou a hora de desengavetar. Não vou guardar nenhum texto, nadinha. Se escrever vai ser para publicar. Vou contar sobre a escrita na minha vida, e como ela me ajudou em diferentes momentos.

Quando criança eu adorava as redações na escola. Criava histórias curtinhas e fantasiosas. Cheguei até ganhar um concurso infantil de redação.

Na adolescência comecei a ler bastante. Adorava ir à biblioteca, e pirava quando ia numa “cidade grande” com livrarias. Comecei a escrever diários compulsivamente. Escrevia sobre tudo. Sobre o que sentia, sobre o que acontecia, sobre o que eu achava que ia acontecer. Gostava de ficar observando as pessoas e escrever sobre àquelas impressões.

Depois veio a fase da literatura beat, verso-livre, fanzines e inquietações típicas da adolescência. Havia pastas lotadas (e desorganizadas) com prosas e poesias. Chegou um momento que eu já não me identificava com aquela parte de mim. Perderia muito tempo para reler e organizar então botei fogo, literalmente.

Depois veio a faculdade e gostar de escrever me ajudou muito com os trabalhos, principalmente na pós-graduação. E apesar de ter estudado História, meu primeiro trabalho foi como professora de Redação.

Em 2014 criei um blog. Decidida a renovar deletei o blog e fiquei alguns meses em hiato. Recomecei em 2016 e sinto que gosto mais assim: o estilo das fotografias e o conteúdo dos textos.

A escrita nunca foi o meu sonho como profissão. Escrever era para ajudar a me entender ou para me ajudar com as tarefas na escola, faculdade e trabalho. Nunca considerei (só fantasiei) ser escritora. Enfim, não quero que o já vivido me impeça de continuar me recriando.

Esses dias o desejo de escrever veio com tudo. Fui espiar crônicas e histórias antigas, de quatro ou três anos atrás. Até tentei retomar, mas senti que não me pertencia. Passou. Senti que guardar é morrer aos poucos. O que eu quero mesmo é ser lida, mesmo que seja por uma pessoa.

De desengavetar quero passar a não guardar nunca. A vida, assim como a escrita, é efêmera. Não quero passar meus próximos minutos relendo coisas antigas e encontrando defeitos. Com a experiência do passado quero começar a escrever o novo.

Acordei e disse: Ei Patrícia, lembra o quanto você gosta de escrever? Continue escrevendo, sempre.

🌸 Conteúdo feito com carinho por Patrícia Leardine.

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